No barro como em todos os princípios da ação a irrelevância de um pensamento.

Se na rotação do moinho o barro não se molda com alguma água, nem com o toque, começa a formação do tempo. O experiente ceramista aplica alguma força e a matéria obedece consoante a evolução técnica. A terminologia não é reflexo da experiência, mas sim o objeto acabado. O espelho das mãos tornado pote, ou conjunto de chá, faz escola nas Caldas e movimenta o negócio para diante com snapshots cibernéticos. Alea jacta est. A obra deve assentar sobre naperon branco em sala bem iluminada, naturalmente. Centro de mesa rico e descontraído. Talvez não, talvez sob luz laranja ladeado por um conjunto de fruteiras recheadas de frutos exóticos e cocktails coloridos. Ao hesitar, o ceramista, contempla, tão somente, a rotação do prato diante de si. Às voltas, às voltas. Ele olha o prato e sente, aí, nesse momento, que lhe basta esse girar que tal como a vida, tal como a vida, gira. No entanto tem de meter as mão na massa, tem de progredir, tem de fazer, tem de dar forma, ou, em caso contrário, não pode afirmar ter moldado qualquer coisa de belo, qualquer coisa de único que foi produzido pelas suas próprias mãos. Não há redefinição possível através da criação de um objeto, ou há? Tudo isto é breve, não é? Do barro nasceu a hu…? Do mito nasce uma história, duas história, três histórias. Caralio… Caralíneo, pensa. Que se coza o pequeno tijolo de barro e seja pisa-papéis. 

rm

Well, I've been down so Goddamn long That it looks like up to me Well, I've been down so very damn long That it looks like up to me Yeah, why don't one you people C'mon and set me free

The glass that holds the very air we breathe
And you, you show me everything, I can't afford
Yeah you, show me everything