The glass that holds the very air we breathe
And you, you show me everything, I can't afford
Yeah you, show me everything

Que Farei quando Tudo Arde?

Desarrezoado amor, dentro em meu peito, 
tem guerra com a razão. Amor, que jaz 
i já de muitos dias, manda e faz 
tudo o que quer, a torto e a direito. 

Não espera razões, tudo é despeito, 
tudo soberba e força; faz, desfaz, 
sem respeito nenhum; e quando em paz 
cuidais que sois, então tudo é desfeito. 

Doutra parte, a Razão tempos espia, 
espia ocasiões de tarde em tarde, 
que ajunta o tempo; enfim vem o seu dia: 

Então não tem lugar certo onde aguarde 
Amor; trata traições, que não confia 
nem dos seus. Que farei quando tudo arde? 

Sá de Miranda, in 'Antologia Poética' 



alma-de-gato, alma-de-caboclo
alma perdidaatibaçuatingaúatingaçu, atiuaçuchincoãcrocoiómaria-caraíbameia-patacaoracapatacapato-patacapiápicuárabilonga, rabo-de-escrivão, tinguaçuurraca

Seu canto se assemelha a um gemido, especialmente o de um gato. Por isto, é conhecido como "alma-de-gato", "alma-perdida" e "alma-de-caboclo". Sua longa cauda se assemelha à pena utilizada pelos escribas, daí seus nomes de "rabo-de-escrivão" e "rabilonga".








Nada o bruto monte na casa inconsciente, revolve-se a terra, plantam-se os bolbos, admiram-se as estrelas, esquecem-se os castigos e todas as novidades no prelo. Horas de carro nas paisagens interiores, o rio a acompanhar. A revolta agora é feita com as mãos no volante, conhecer todos os caminhos e cair sobre a sombra da serra. Perceber o corpo sinuoso desta terra, ocupar o belmonte e a linha d’água. Dormir atrás de ruínas com os bancos para baixo, sossegar os antepassados. E, enquanto nos revolvemos nas suas campa, sabemos que sem sombra de passado não se chega aos 220km/h.

Rm